Oficina

Circuitos provocativos de convites, estímulos, jogos e feituras a partir de expressividades artísticas e literárias. Por onde eu tenho andado? Na rua, nas redes, na casa, em mim? Em qual espaço eu me reconheço? Onde a cidade mora em mim? Pra quem eu gostaria de mandar lembranças? Pra quem eu daria notícias? Identificação de pistas e produção de rastros amorosos, com endereços diversos, remetentes e destinatários possíveis para comportar nossos olhares experimentais, ficcionais e documentais sobre nós e a cidade.

 

A oficina será ministrada pelos arte-educadores e orientadores de cena Ana Flávia Garcia – atriz, diretora, dramaturga e jogadora/criadora/criatura em palhaçaria –, Gabriel Guirá – escritor, artista visual e cênico –, Marília Cunha – artista cênica e educadora griô – e Nadja Dulci – atriz, educadora e idealizadora do projeto.

 

A oficina é exclusiva para alunos convidados da rede pública do DF.

Ana Flávia Garcia é artista cênica, jogadora/criadora/criatura em palhaçaria, atuação, direção, encenação, dramaturgia e produção. Corpo trânsito em fisioperformance, militante em arte-educação, pesquisadora e desenvolvedora de projetos, ações, mediações e metodologias na tríade arte, política e filosofia com olhos feministas. Atriz e dramaturga premiada, atua há mais de 25 anos na cultura do Distrito Federal, já tendo realizado trabalhos em cidades de todas as regiões do Brasil. Atualmente integra o Duo Brinquedo e o Cabaré das Rachas.

Gabriel Guira é artista visual, cênico e literário de Sobradinho. Atua há mais de dez anos na cena cultural do DF, já tendo trabalhado com dezenas de grupos e artistas, recebido prêmios em poesia, dramaturgia e artes gráficas, e circulado suas obras em escolas, museus e festivais dentro e fora do Brasil. Com uma pesquisa contínua nos campos da infância e da imaginação material, seu trabalho é caracterizado pela interseção das linguagens e por uma expressão poética. Atualmente integra os coletivos Morada, Abrindo a Sala e Duo Brinquedo.

Marilia Cunha é uma artista da cena nascida em Salvador. Na Bahia trabalhou durante dez anos na Companhia de Teatro da Casa Via Magia, mudando-se em 2000 para a Itália, onde trabalhou por 11 anos em espetáculos de circo-teatro e óperas líricas. Desde 2013 vive no Distrito Federal, onde fundou o Espaço de Criação Casa Amarela, a Cia Rainha de Copas e integra o Coletivo Morada. Arte-educadora,  certificada como educadora griô e griô aprendiz, atualmente cursa Licenciatura em Dança no Instituto Federal de Brasília. Em breve realizará o 1º Festival de Teatro e Arte-educação para a Infância do Distrito Federal.

Candanga de coração, Nadja Dulci nasceu no interior de Minas Gerais. Atriz premiada, atua em teatro e cinema, cria performances, apresenta e produz programas para o rádio e dá aulas de arte. Atualmente, integra os coletivos Grupo Residência - Teatro e Audiovisual (MG-DF) e Cia. Rainha de Copas (DF), que em breve realizará o 1º Festival de Teatro e Arte-educação para a Infância do DF.  Como educadora, atuou em escolas públicas e privadas, da educação infantil à pós-graduação e em projetos de ensino não formal voltados para idosos, mulheres, jovens em restrição de liberdade e comunidades rurais. Com a performance "Nós, Marílias", se apresentou em 15 festivais e ocupações artísticas de artes cênicas pelo Brasil, foi objeto de pesquisa em doutorado na Universidade de Brasília e de mestrado na Universidade de Edimburgo, na Escócia, além de ser personagem no livro "O colecionador de histórias", de Luís Humberto França, e do curta metragem "Intervenções Urbanas", de Lorena Figueiredo.